metal heart

não sinto nada além de perplexidade diante de rostos anônimos, sem histórias, sem gosto, sem vida. acho que fui longe demais e não consigo mais voltar atrás. ligo o rádio em busca de palavras que preencham o vazio do silêncio. então fico pensando em pessoas terrivelmente adoráveis, e isso dói por dentro. só sei que algo dói por dentro. é triste pensar que algumas coisas nunca mais vão se repetir e que outras podem nos magoar para sempre. definitivamente a solidão não me cai bem. gosto mesmo é do seu corpo colado ao meu, sua boca calando a minha, suas mãos levemente apressadas cheias de sentimentos indefiníveis e seu olhar devassador. deve ser isso: em movimentos, suspiros, sussurros, gestos e pensamentos… me perdi. imponderável, inexorável, imensurável, indescritível é o que sinto por você. é um sentimento cada dia novo, embora tão velho. intemporal. e sinto a vida passando como dentro de um elevador, sobre uma escada-rolante, em uma roda-gigante. e com uma dor onipresente, onipotente, perturbadora, daquelas que sentimos quando quebramos a cara e o coração, enquanto procuro a coerência e a explicação para todos encontros e desencontros, escuto do meu interior algo que me questiona se ainda é possível… recomeçar. (20/05/2008)

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