sopro

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É tudo tão bonito que me dói e me pesa.
Caio F.

Tem dias que nosso dia fica assim: meio nublado, meio frio, meio chuvoso, meio silencioso. E nossa vida fica assim: meio pela metade. Esses dias andei assim, meio nebulosa, meio insatisfeita, meio incompleta, meio chorosa. Porque tem dias que parece que a gente não significa nada nessa porra desse mundo, pra ninguém. Tem dias em que a gente fica se questionando: “O que é que eu estou fazendo aqui?” Nessas horas o segredo pra sobreviver é parar e pensar: “Vamos lá louca, se morresse hoje, o que ia levar com você, o que ia deixar de bom neste mundo? O que ia deixar de ‘herança’ para as pessoas que faziam parte da sua vida?” Então viver fica mais simples, mais prático, mais leve, menos desumano. Você se lembra então que não vale a pena perder o sono, o humor, a alegria, os amigos, a paz… por coisas que não têm valor eterno. Coisas como a vaidade, o dinheiro, a ganância, o poder, a aparência, a beleza, os bens materiais, o escambáu.

Quando a gente consegue compreender e digerir que a vida é um sopro, que em questão de minutos, segundos, podemos não estar mais aqui… fica mais fácil viver. Vamos falar a verdade: não vamos levar porra nenhuma desse mundo aqui quando chegar nossa hora. Então o melhor a fazer é nos lembrarmos, a cada manhã, que um abraço, um beijo, um afago, um olhar, um carinho, uma palavra – tudo isso que é maravilhosamente bom – não tem preço, não requer talento, esforço, nem tampouco existe pra comprar. Todos os dias, enquanto eu respirar, quero me lembrar o quão bom é ter amizades verdadeiras, ter uma família (mesmo sendo simples, distante e complicada), como é bom poder uma vez que seja nesta vida: amar. Bom mesmo é sonhar com as coisas impossíveis, é viver sem culpa (sem remorso), ser a gente mesmo, ser sincero, ser chato, incomodar por ser quem verdadeiramente somos. Bom mesmo é dizer “me perdoe” sem orgulho e “te amo” sem vergonha de parecer piegas. Porque ridículo mesmo é viver sem tesão, sem calor, sem cor, sem amor. Convenhamos… desde quando viver sem amor, é viver? Eu amo, logo… vivo (e isso é muito bom!). (09/08/2008)

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