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lesson learned

fevereiro 24, 2009

eternal

“Eu me sinto superfeliz quando encontro uma
pessoa tão confusa quanto eu”. (Caio F.)

“Me perguntam, assim, o que tu achas de tal coisa. Pô, eu não sei o quê que eu acho. Na hora eu acho uma coisa, meia hora depois eu posso achar outra. Eu não tenho opinião definida sobre nada. Não acho que isso seja insegurança. Acho que é abertura, acho que tudo é passível de uma outra interpretação…

Eu fico completamente baratinado quando começam a me perguntar o que vai ser, o que vai acontecer com tal coisa. Sei lá, eu não sei onde é que eu vou estar amanhã. Eu sei o quê que eu tô fazendo hoje, agora, o resto não interessa.

Talvez o mal é que a gente pede amor o tempo todo. Não se preocupa nunca em dar amor, sem esperar reciprocidade… Eu perdi, eu tenho consciência absoluta de que eu perdi a oportunidade de amor mais viva e mais profunda que me foi oferecida até hoje. E agora eu não posso fazer mais nada. 

A gente tá se perdendo todos os dias, pedindo pra pessoas erradas. Mas o negócio é procurar. A gente não se recusar a se entregar a qualquer tipo de amor ou de entrega. Eu nunca vi por que evitar a fossa. Se a fossa veio é porque ela tinha que vir, o negócio é viver ela e tentar esgotar ela. A gente, quando tenta analisar qualquer problema, sempre vai aprofundando, aprofundando, até que chega nesse fundo que é amor sempre.

Eu consigo me expressar muito melhor escrevendo do que falando. Tem um negócio que eu escrevi aqui nesse conto, é um conto chamado “Apenas uma maçã”: porque é certo que as pessoas estão sempre crescendo e se modificando, mas estando próximas, uma vai adequando seu crescimento e a sua modificação ao crescimento e à modificação da outra. Mas estando distantes, uma cresce e se modifica num sentido e outra noutro, completamente diferente, distraídas que ficam da necessidade de continuarem as mesmas uma para a outra. Uma pessoa quando tá longe vive coisas que não te comunica e tu aqui vive coisas que não comunica a ela. Então vocês vão se distanciando e quando vocês se encontram, vocês vão falar assim: oi, tudo bom e tal, como é que vão as coisas? E aí ele vai te falar por cima de tudo o que ele viveu e, não sei, vai ser uma proximidade distante. Não adianta, no momento que as pessoas se afastam elas estão irremediavelmente perdidas uma pra outra.

A gente sempre procura um amor que dure o mais possível. Procura,  procura, talvez tu aches. Pra mim é horrível eu aceitar o fato de que eu tô em disponibilidade afetiva. Esse espaço branco entre dois encontros pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é. E tu vai vivendo aquilo, porque não agüenta o fato de estar sozinho… Eu me sinto superfeliz quando encontro uma pessoa tão confusa quanto eu…

Quando eu escrevo eu consigo ordenar tudo aquilo que eu penso. Agora, quando eu falo ou quando eu sou, simplesmente, não consigo ordenar nada. Eu sou da maneira mais caótica possível.” 

– Caio Fernando Abreu – ‘Caio 3D – O essencial da década de 1970’ –

moment of surrender

fevereiro 19, 2009

eddie

Sou tão insegura meu bem… Aqui neste porto-não-seguro sem mar onde me refugio não adianta gritar HELP, compreende? É verão, muito calor, fico imprestável. Caminho muito, mas não vou a lugar algum. Não sou do tipo socialmente aceitável, talvez eu seja SOMETHING BETWEEN Celine de “Before Sunset” e Charlotte de “Lost in Translation”. Há quase dois meses coloquei como papel de parede do computador uma imagem do “Eternal Sunshine” com aquela frase “You can erase someone from your mind. Getting them out of your heart is another story…” Não sei por que andei tão obcecada por esse filme. Talvez seja porque sempre que penso quando foi a última vez que beijei na boca, de língua, com gosto – God! – me lembro que já se passaram meses. Sem falar naquelas pessoas que insistem em apresentar um amigo-da-amiga-do-amigo-da-amiga que é “tua cara”. ANYWAY, voltando ao filme, nunca consigo ERASE SOMEONE da minha mente, muito menos do coração. IT SUCKS, mas tem gente que consegue estar presente em todos os acontecimentos e não-acontecimentos da minha pseudo-vida, mesmo depois de eu ter proibido – imagina – qualquer espécie de pensamento, referência, rastro, qualquer coisa que me faça pronunciar – mesmo mentalmente – THAT PERSON. Ultimamente ando assim, com uma espécie de (???) sei lá, uma tristeza meio chinfrim, uma aceitação anêmica… Por que será que de repente ficou tão difícil respirar? Deve ser porque quando respiro profundo, ainda me dói aquele tumor em metástase conhecido como saudade. Eu só sei de uma coisa: sentiria sua falta mesmo que nunca o tivesse conhecido. Mas tudo bem, NO PROBLEM, quando penso em me jogar pela janela ouço Eddie Vedder cantando “Alive” e algo bom acontece. Me lembro então daquele corpinho – santo remédio! – e aí fico muito ordinária e vadia – mas só na mente. Ser desimportante é uma coisa muito péssima!

when you try your best…

fevereiro 4, 2009

Gostei muito de “Viva La Vida or Death and All His Friends”, último trabalho do Coldplay. Mas não me apaixonei. Há anos ouço as músicas dos álbuns anteriores e não me canso delas. Uma das inesquecíveis é “Fix You”. Diz a lenda que o vocalista do Coldplay, Chris Martin, compôs a música  do álbum X&Y (2005) especialmente para a esposa, Gwyneth, que enfrentava um momento de depressão por causa da morte do pai. Na gravação de “Fix You”, Chris toca um teclado antigo, que seu sogro, Bruce Paltrow, havia dado à filha, Gwyneth Paltrow. Em uma recente entrevista à revista “Elle” inglesa, ao ser questionada sobre as músicas “Fix You” e “Swallowed In The Sea”, compostas para ela, foi direta: “Fiquei impressionada de ele continuar comigo, eu era um desastre, não acredito que ele conseguiu. Não consigo escutar estas músicas sem chorar”. Eu também não consigo escutar “Fix You” sem chorar.

Tears stream, down on your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face and I…

heaven and hell

fevereiro 1, 2009

Denny: I believe in Heaven… I also believe in Hell. I’ve never seen either but I believe they exist. They have to exist. Because without a Heaven, without a Hell, we’re all just heading to limbo. Heaven… Hell… Limbo… no one really knows where we’re going… or what is waiting for us when we get there. But the one thing we can say for sure, with absolutely certainty… it’s the moments that takes us to another place. Moments are Heaven on Earth. And maybe, for now, that’s all we need to know.

G.A – 5×13 (Stairway to Heaven)