wind of change

superação

eu ando assim meio encurralada entre uma sucessão de histórias do passado e sonhos para o futuro mas não sinto fome medo nem dor de estômago porque esses dias decidi mudar de cidade de trabalho de contexto de corte de cabelo deixei pra trás o conforto o salário garantido rostos conhecidos amigos devotos e mágoas domesticadas eu sei que mudar envolve riscos de ir e querer voltar de lutar e não conseguir de correr e nunca chegar de comer e nunca me saciar a vida é assim cheia de inseguranças e ansiedades e medos e temores e decisões e culpas eu sei que as farmácias estão cheias de medicamentos que remediam essa angústia essa ânsia do viver mas o melhor remédio é enfrentar a realidade e aprender mesmo com medo eu confesso que sou muitas vezes contraditória sonho desejo quero mas ao mesmo tempo temo o fracasso a derrota a vergonha do abandono e daí penso tanto que amarelo e me canso e me deprimo e sofro e não é fácil entender porque relutamos tanto em mudar mesmo quando está tudo dando errado tudo bem que o medo é natural uma defesa mas chega um ponto em que é preciso parar de olhar pra trás e pra frente e focar no presente no hoje e enxergar que o tempo ajudará no processo de adaptação na capacidade de perdoar de esquecer e ensinará a amar in-con-di-cio-nal-men-te então não vale  a pena se acomodar pra não ralar pra salvar a pele pra evitar feridas sangramentos e poupar os nervos já que aos poucos a vida se gasta e se desgasta naturalmente e se acostuma e se perde de si mesma eu confesso que tenho mais medo de me acomodar do que mudar por isso sempre que possível caminho para o desconhecido porque  aprendi que não é possível controlar o incontrolável e prever o imprevisível e já aprendi também que a incerteza me apavora mas também me ensina a confiar e certezas o futuro nunca vai me dar mesmo por isso é necessário ousar e usar a cada manhã a invisível força da esperança e da fé mesmo sabendo que  um dia vou ser a caça mas em outro posso ser também o caçador e a vida é assim uma aventura e a beleza do viver sem dúvida é o im-pre-vi-sí-vel por isso não vale ficar parado porque convenhamos quem não tenta e nem se arrisca já é um perdedor por antecipação.

“Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver.” (Caio F.)

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