I’m just a human being

 

hoje dói, amanhã também, mas um dia deixa de doer. parece clichê, mas acredite, o tempo cuida de tudo. e como disse o Carpinejar: “o sofrimento é sempre didático”. então aprenda alguma coisa com toda essa diarréia sentimental. é como explicam nas reuniões dos AA “um dia de cada vez”. não estou falando de otimismo ou esperança – pra mim isso tudo não passa de estupidez disfarçada. mesmo que você se esforce pra dar o melhor de si, alguém vai sempre conseguir se queixar de algo que você não pode fazer ou oferecer. aparecem os choques de idéias, de valores, de desejos, a priorização das necessidades… e assim os relacionamentos tornam-se irremediáveis e as dores insuportavelmente incuráveis. ou quem sabe pode aparecer uma oportunidade de diálogo, um espaço para a sabedoria de compartilhar, um tímido enobrecimento pelo aceitar. relacionamentos inteligentes não combinam com humilhação, mas com humildade. às vezes o futuro é tudo aquilo que não planejamos.

“Não há grandes dores, nem grandes arrependimentos, nem grandes recordações. Tudo se esquece, até mesmo os grandes amores. É o que há de triste e ao mesmo tempo de exaltante na vida. Há apenas uma certa maneira de ver as coisas, e ela surge de vez em quando. É por isso que, apesar de tudo, é bom ter tido um grande amor, uma paixão infeliz na vida. Isso constitui pelo menos um álibi para os desesperos sem razão que se apoderam de nós”.

(Albert Camus – A Morte Feliz)

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